Sobre um ma(r)léfico

fevereiro 16, 2018

O mundo fala de expectativas como se fosse uma cobra prestes a dar o bote. Prestes a fazer você sumir. Se fosse assim, o mundo seria um mar de almas. Nem vivas. Nem mortas. Almas. Prontas para ver você cometer o próximo erro para logo depois rir de você com uma mão na boca e a outra com o indicador em sua direção.
Mas reparou que não é? Apesar de parecer
Ter expectativas prova que você não está morta.
E não só por isso é bom. Também o é para você lembrar no final: pera... eu esperava isso? Como evoluí porque não penso mais assim.
É para você crescer com suas expectativas passadas e não pensar mais nisso.
Como quando você está a um minuto do sono real e você tem uma super ideia que revolucioná o mundo. Você não senta e escreve. Você dorme. Porque é isso que é preciso ser feito.
Ou quando você está quase no décimo terceiro sono e você inventa de subir degraus, você cai de todos eles e pula da cama. Quase sempre acordando a pessoa ao lado.
A expectativa do sono.
É bom fechar os olhos e não pensar em mais nada. Só que não é assim que funciona.
Funciona com você pensando em diálogos, em gestos e em sorrisos para compensar algo incompensável.

Sabe?



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